Entorpecido
Só agora percebo o prazer do porre,
Porque vejo o que faço,
Lembro com que trabalho,
E o que almejava ser.
Sou do clube da timidez,
Que precisa do álcool para se liberar,
Que precisa do porre para esquecer, que se entorpece para poder viver.
Sigo a vida, iludido, nos raros momentos de euforia.
O que aumenta a insônia e a decepção, de ser o inverso do que gostaria.
Cada dia que não muda, é como a rusga de quem o ofendeu e não sabia,
É como a dor de quem perdeu o que não tinha,
É como o dia seguinte do aniversario.
No auge do pranto, da agonia minha, sorrisos internos me aliviam,
Mostrando a segurança estúpida, que como estou pior não poderia.
Eu me liberto abstratamente, mesmo com a dor, a falta de oportunidade
Minha mente fica livre!
Nos meus sonhos ninguém manda!!!
E eu não bebo pouco...
Sou do clube da melancolia
E flerto com a decência.
Mas não consigo ultrapassar os limites
Do “eugoista”, do ego, da minha individualidade
Busco a alegria só para lembrar que sou triste, e que assim sou feliz.
Nesse clube acredita-se na força da vida, mas não descarta o poder da morte,
Pois só ela é dissonante integralmente.
A morte apesar de infeliz, constrói heróis.






<ai meu seixas>









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