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30/08/2005


Entorpecido

 

 

Só agora percebo o prazer do porre,

Porque vejo o que faço,

Lembro com que trabalho,

E o que almejava ser.

Sou do clube da timidez,

Que precisa do álcool para se liberar,

Que precisa do porre para esquecer, que se entorpece para poder viver.

 Sigo a vida, iludido, nos raros momentos de euforia.

O que aumenta a insônia e a decepção, de ser o inverso do que gostaria.

Cada dia que não muda, é como a rusga de quem o ofendeu e não sabia,

É como a dor de quem perdeu o que não tinha,

É como o dia seguinte do aniversario.

No auge do pranto, da agonia minha, sorrisos internos me aliviam,

Mostrando a segurança estúpida, que como estou pior não poderia.

Eu me liberto abstratamente, mesmo com a dor, a falta de oportunidade

Minha mente fica livre!

Nos meus sonhos ninguém manda!!!

E eu não bebo pouco...

Sou do clube da melancolia

E flerto com a decência.

Mas não consigo ultrapassar os limites

Do “eugoista”, do ego, da minha individualidade

Busco a alegria só para lembrar que sou triste, e que assim sou feliz.

Nesse clube acredita-se na força da vida, mas não descarta o poder da morte,

Pois só ela é dissonante integralmente.

A morte apesar de infeliz, constrói heróis.

 

 

 

 

Escrito por musica às 23h34
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Desencanto

 

 

 

Todos nós temos poderes

Poder de encantar seres

Posso eu tornar-me encantador?

 

O sorriso na face

O bom dia na língua

O choro na hora certa

 

Prazer pelo encontro

Alivio do reencontro

A gratidão por interagir

 

Crença na reabilitação

Força rumo à melhora

Reflexão, reflexão, reflexão

 

Escutar compartilhar alegria

Perceber tristeza, e exorcisa-las

Destemor de assumir erros

Escrito por musica às 23h26
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25/08/2005


 

 

Vai...

 

 

Vai tomar no cú

Bonzinho é o caralho

Eu bato porra!!!

Eu realmente agrido

Calmo!hãã... não me conhece

To cansado de ser o pãozinho doce

É assim que você me chama né?

Hoje vou tomar um veneninho

Vou extravasar, me drogar mesmo!

Só de raspão, só de raspão, só de raspão

Não dá...

Eu sou escora?

Nem fudendo, hoje é meu dia de surto!

Agora é minha hora de ira!

Nem me acompanhe eu me machuco sozinho

Câncer, ovário, bronquite, pressão

Vai  tudo desaparecer nesta noite

 

Fudido... fudido e ½

Se eu caio no swing é pra me consolar  

 

Escrito por musica às 23h59
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24/08/2005


Autor da natureza

 <Elba Ramalho, Geraldo Azevedo & Zé Ramalho-o grande encontro 2>

 

O que prende demais minha atenção

É o touro raivoso numa arena

Uma pulga do jeito que é pequena

Dominar a bravura de um leão

Na picada ele muda a posição

Para coçar-se de pressa com certeza

Não se serve da unha, nem da presa

Se levanta da cama e fica em pé

Tudo isso provando quanto é

Poderosa e suprema a natureza

Admiro demais um beija-flor

Que com medo da cobra inimiga

Só constrói o seu ninho na urtiga

Recebendo lição do criador

Observo a coragem do condor

Que nos montes rochosos come a presa

Urubu empregado da limpeza

Como é triste a vida do abutre

Quando encontra um morto é que se nutre

Quanto é grande o poder da natureza

A abelha por deus foi amestrada

Sem haver um processo bioquímico

 Até hoje não ouve nem um químico

Para fazer a ciência dizer mais

O buraco pequeno da entrada

Facilita a passagem com franqueza

Uma é sentinela de defesa

E as outras se espalham no vergel

Sem turbina sem tacho fazem mel

Quanto é grande o poder da natureza

Não há pedra igualmente ao diamante

Nem metal tão querido como o ouro

Não existe tristeza como o choro

Nem reflexo igual ao do brilhante

Nem comédia maior que a de dante

Nem existe acusado sem defesa

Nem pecado maior que avareza

Nem altura igualmente ao firmamento

Nem veloz igualmente ao pensamento

Nem há grande igualmente a natureza

Tem um verso que fala da maconha

Que é uma erva que da no meio do mato

Que se fumada provoca um tal barato

A maior emoção que agente sonha

A viagem as vezes é medonha

Dá suor, dá vertigens, dá fraqueza

Porem quase sempre é uma beleza

Eu por mim experimento todo dia

Se tivesse uma agora eu bem queria

Pois a coisa é da santa natureza

Escrito por musica às 01h11
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para: intelectuais de porta de bar, atores frustrados de teatro, comunistas de recreio,

Biólogos vislumbrados e todos que calçarem este numero

Asno intelectual

 

Eu nunca li neruda!

Não me subestime por isso

Posso! E quando quero passeio

Por seu intelecto, pelo que chama de trilha sabida

Tiro proveito até de martelo no dedo

Do nojo do cheiro podre alheio

Sou feliz por sentir receio

Não tenho medo de sentir medo

Até quando não dá prazer

Dá sentido aos sentidos que tenho

Você pensa que sou menos

Por não aguentar verdade tropical

Mas na verdade, que sei de verdade

São de meus sentimentos, e meu lindo lado emocional

Meus “sentidores” sensacionais

Não simpatizam jamais

Com caetano e nem semelhantes intelectuais

Não vou de encontro a referencia nacional

Mas comer caetano, para mim não é natural

Nem acredito que o dificultar, ajuda a arte

Prefiro a mil, a simplicidade da intensidade de chico buarque

Você me julga banal por não querer a bossa ao carnaval

Mas acontece faz samba quem sente, e não asno intelectual

Não pense que sou anta, vendo meus olhos azuis

Não diga que sou burro, lendo meus pobres versos crus

Por que posso a sua biografia e tese discutir

e quando notar que te coloco no bolso, para onde vai fugir?

 

 

 

Escrito por musica às 00h08
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23/08/2005


mudando totalmente de assunto

 

 eu quero escutar golpe de estado

eu quero ser um, dos garotos podres

eu devo consumir chico buarque, e lembrando de chico comecei a pensar...

que eu me organizando consumo tambem science...

 recomendo a não religião, vou reflexonar com o zeca baleiro

 caio no swing com pedro luis, lenine,paulinho moska

 eu escuto gabriel pensador , e ainda curto jigabuu...

ultramem, maskavo ruts...e o mundo livre s/a...

vem marisa, vem adriana, vem ana carolina, vem luciana melo, vem... vem da mata

vou copiar versos de taiguara, e me sentimentalizar com seu montenegro

tem nostalgia de dominguinhos, luiz gonzaga e novidade de fernanda porto, tianastacia  

dá irreverência  de raul, e caretice de jessé

elis dá rita, milton seus tons geniais, gonzaguinha.... manda, manda!!!

posso ser o jacaré da dani? sentar no chopp santista, tomar um chopp e ver show da elektra só para mim

descer o pau!... inoscentes, psyco drops! haaaaaa!!!

tem arnaldo no catalogo, tem plebe, tem engenheiros e legião, ira do começo, capital de começo... cordel de fogo encantado do momento , me encantando,tem tantos outros que tenho certeza que vou me arrepender não ter citado, não ter recomendado... o espaço é das nacionais mas, sempre é há um espaço pra eles... eu amooooooooooooooo no doubt<fica gwen, fica!>

a musica, quando é musica... se basta, mas quando vem recheada de uma letra "tocante" me basta... nos basta!!

 

 

Escrito por musica às 00h58
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“(Não lembro o titulo)”

<Paralamas do sucesso>

 

 

A velha idéia me assalta

Porque descobri em fim

Os tais cenários de dor

Como dos livros que li

E a sensação me toca fundo em algum lugar

Onde é tudo familiar

Como os lugares que nunca fui

 

E se você me quer eu te quero!

Se não, não me desespero...

Afinal eu respiro por meus próprios meios

Afinal eu vivo em quanto espero...

Escrito por musica às 00h09
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22/08/2005


<ai meu seixas>

eu não quero "mais" saber de sofrer não! não quero não!!!

<marcelo yuca-rappa>

 

Abandono

 

 

Chega de sustentar o insustentável!

Sustentar!?

Só as verdades naturais, e os auto_ sustentáveis...

Forçar amor, onde não existe ternura, romantismo e tesão?

 

Não rotulo e nem procuro culpados, muito menos vítima sou!

Ah! Se cobrassem de mim amor...

Ah! Se cobrassem de mim intensidade no amor...

 

O mundo é dinâmico, movimente-se, nem sempre a pessoa que o amou ontem, é a mesma que o ama hoje... Nem sempre a intensidade do amor de hoje, tem a mesma força da de ontem...

Padrões de família? É imposição!!!

Amar aos outros como a ti mesmo?É mentira!!!

E o carisma? e a simpatia? E o seu perfil? E o perfil do outro?

Amor? Talvez, tenhamos vários, mas de intensidade diferente. Até o amor de mãe, para com os filhos tem diferença...

 

Dinamismo...

O amor muda. Não só a forma, mas a intensidade, depende da relação amando/ amado...

Porque, se o amando ganhar menos... diminui o amor , e é regra a inversão proporcionalmente.

O egoísmo é instinto animal, por preservação da própria vida

 

Culpados? Não existem!

Vitima? Não sou, mas sofro como todo ser que gostaria de ser amado, ou receber diferente intensidade do amor...

 

 

 

 

Escrito por musica às 23h58
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Descrição do cobaia da vida

 

 

É a falta de sono

A certeza da indecisão

O mundo sempre inerente a sua existência

Algumas palavras de consolo do desconhecido

A duvida do mais sabedor de sua vida

Distantes amizades

Medo de quem possivelmente será sua vitima

Embriagues dos pensamentos

A lucidez de atos errados

A felicidade pelo amor do próximo

Tentativas frustradas

Ato inconseqüente

A vontade de ter conselhos de quem o deixou

A falta de concentração no simples

Querer o mais difícil

A insaciabilidade de mudanças

Falta de dialogo

Ausência de afeto

Bloqueio da memória

Insuficiente vergonha

 

Escrito por musica às 00h53
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Cadê a vida, cadê o mundo?

 

 

Cadê a vida, cadê o mundo?

Só existe eu, e o egoísmo!

Cadê a forma, cadê a hora certa?

Só eu, e meus pensamentos se destacam

Cadê todos? E eu?

Só a falta de mim, e o próprio eu que encontro

Cadê os sonhos e as idéias?

Só os dias de hoje, e esse momento me restam.

Cadê a certeza, o pressagio?

Só a duvida e o medo tem passado por aqui

Estou podre, necrosando

O mundo! a vida! e apenas eu

Escrito por musica às 00h45
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19/08/2005


O amor é filme

<cordel de fogo encantado>

 

 

O amor é filme, eu sei pelo cheiro de menta e pipoca quando agente ama

Eu sei por que, sei muito bem como a cor da manha fica

A felicidade da duvida da dor de barriga

É drama aventura mentira comédia romântica

 

Um belo dia agente acorda em fim

Um filme passou por agente

E parece que já se anunciou

O episodio 2

É quando agente sente o amor se apoletar na gente

Tudo acabou bem, agora é o que vem depois

 

O amor é filme!!!

 

É quando as emoções viram luz

E sombras e sons movimentos

“e o mundo todo vira nós dois”

Dois corações bandidos

Enquanto uma canção de amor

Persegue os sentimentos

O filme da ré e sobe os créditos

 

O amor é filme e tem os expectadores

 

Agente podia ser que nem história de filme

Cortar as partes chatas da vida

Editar os acontecimentos

 

 

Escrito por musica às 23h14
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18/08/2005


Sonho assumido

 

 

Sonho só sente o sonhador!

Assumido, subsidia seu sucesso

Solteiro aos servos que o sustenta

Seleto centeio que surge da soma

As cegas da saga sentimentalizada

Só solidifica o sonho assumido

Escrito por musica às 19h12
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Brasil

 

 

 

Quanto mais o mais é mais

Mais o menos fica a traz

Quanto mais o menos pode,

Menos o mais pode ter menos

E pelo mais, mais uma vez ter mais

O menos nunca mais terá mais

É por estas que o mais é sempre mais

E o menos tem menos ainda

Quanto menos existir o menos

Mais existirá mais

Mas mais perto da igualdade maior

O mais é direito de todos

Desde que seja para todos

Nem que o mais seja um pouco menos

Escrito por musica às 19h05
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15/08/2005


Procuro amor

 

 

Crio no quintal aquilo que procuro

Vasculho em todos, aposto em todos

Mas é no relento dos redores de minha casa que tenho o que procuro

Ainda que não saibam sorrir, traduzem toda a sua alegria, por minha simples presença

Não perguntam onde estive, quem me acompanhou

Asseguram e seguram com suas vidas as miudezas que tenho

Não preciso ser, nem estar bonito, não preciso comprá-los com presentes para um beijo de língua

Acompanham-me onde eu vos permito no trabalho em estudo no passeio

Pelo poder de minha ignorância, certas vezes ignoro-os. Mas não deixam de me dar o que procuro

Na doença, na saúde, na pobreza, na riqueza, na sorte no azar... não , não  rompem o casamento comigo por nada deste mundo

Acreditam no amor, mesmo inconsciente, vivem no chão duro, com minhas ignorâncias

Só para receberem carinhos meus

Aprendo a amar com meus cachorros!

Escrito por musica às 01h01
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Universo do teu corpo

<taiguara>

 

 

Eu desisto, não existe essa manha que eu perseguia

Um lugar que me de trégua ou me sorria

Uma gente que não viva só para si

 

Só encontro gente amarga mergulhada no passado

Procurando repartir seu mundo errado

Nesta vida sem amor que eu aprendi

 

Por uns velhos bons motivos

Somos cegos e cativos

No deserto do universo sem amor

E é por isso que preciso

De você como eu preciso

Não me deixe um só minuto sem amor

 

Vem comigo meu pedaço de universo é no teu corpo

Eu te abraço corpo imerso em meu corpo

Em teus braços se uni em versos a canção

 

Vem que eu digo que estou morto para este triste mundo antigo

Que meu porto meu destino meu abrigo

São teu corpo amante e amigo em minhas mãos

 

Escrito por musica às 00h37
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13/08/2005


quando o poema vence a lingua

quando a criatividade vence a descrença

quando o amor vence o padrão

 

Ai se sêsse

<Zé da luz>

 

 

se um dia nóis se gostasse

se um dia nós se queresse

se nós dois se empareasse

se juntim nós dois vivesse

se juntim nós dois morasse

se juntim nós dois drumisse

se juntim nós dois morresse

se pru céu nós assubisse

mas porém se acontecesse

se São Pedro num abrisse

a porta do céu e pidisse

e fosse de dizer qualquer tolisse

e se eu me arriminasse

e tu com eu incistisse

pra que eu me arresolvesse e minha faca puxasse

e o buxo do céu furasse

talvez que nós dois ficasse

talvez nós dois caisse

e o céu furado arriasse

e as virgens todas fugisse

Escrito por musica às 13h30
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11/08/2005


Antes/Depois

 

 

Depois do pesadelo, o despertar

Entre fugas e medo

Olhar, briga e beijo

Antes do déficit acrescentar

 

Antes do sonho, o foco

Em certeza, no planejamento

Mirando, escalando, desejando

E depois de distante, in loco

 

Escrito por musica às 01h37
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 nosso amor agente inventa!!!

<CAZUZA>

Escrito por musica às 01h30
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Entre raiz e asa

 

 

Vem o pássaro, serve-se de meu fruto

Se instala

Pede-me abrigo, prontamente atendo

Mesmo sem promessas parece favorável a mim

Impressiona, implicitamente diz precisar de mim

Eu já me encantara por seus cantos

Eu já nem lembrava meus prantos

Não precisava de contato, bastava ouvi-lo

O arrepio vinha simplesmente com seu prenuncio

Sinceramente eu o amava!

Minhas palpitações aumentavam cada dia mais

Oh! Tempo maldito:..vagaroso em sua ausência

Relâmpago em sua presença

Seu pedido de calma? Indecifrável

Já não era importante o controle a calma

Eu jogaria tudo fora, abria a alma

Eu trocaria tudo ao pássaro, o certo o concreto o possível

Eu ... não esperava a indiferença do par de aza

Não imaginava o desamor do pássaro  

Nem se quer sabia de seu temor de ficar enrraizado

Talvez nunca saberei se o sufoquei

Ou se era cagão

Se era falta de amor

Ou medo do inicio da paixão

O fato é que não deu certo

Voou o pássaro pousou o incerto

Pairou a duvida

Eu o amei ou, meu amor inventei

Porque escapou de mim?

Porque nos cruzamos assim?

Agora nem sei na verdade

Se era apaixonado por ele ou por sua liberdade

Eu arvore enrraizada

Condenada eternamente ao jardim da praça

Talvez um dia almejei quebrar galho, trocar por asa

Mas se misturei sentimento

Aprendi com a ferida e o tempo

Que apesar de um rompimento dolorido

No mundo existem outros pássaros

E no jardim da praça há um repleto colorido

 

Escrito por musica às 01h25
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Guru da galera

<ZECA BALEIRO>

 

Deus

Me deixa ser guru dessa galera

Você vê que esta todo mundo a minha espera

Para anunciar o novo fim

Deus

Quinze minutos de eternidade

Mais que a gloria da posteridade

As legiões e tribos desse mundo

É o que virei anunciar

Escuta!

O som do meu rebanho

Que atravessa esse mar morto sem tamanho

Atrás de um rio jordão para lavar

As magoas

Que um banho vai tornar a alma pura

Quem sabe um dia essa água cura

A sede de quem não quer se afogar

Deus!

Neguinho alucinado com meu grito

Meu coração hebreu fugiu do egito

E no meio do mar vermelho vai passar

Deus...

Nego quer um milagre em cada esquina

Na praça massa reza e desafina

Tua palavra santa minha boca canta

Para o fim louvar

Escrito por musica às 00h49
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09/08/2005


 

Ter_a_musica

 

 

Pesadelo na segunda

Angustia mais que relevante

Insônia na madruga

O tom da musica mais que dissonante

 

Que venham as segundas

Que venha o pesadelo

 Que haja unhas nas madrugas

E insônia de morcego

A dissonância do tom machuca!

Mas mesmo em a tudo

Me absolvam pela musica

Escrito por musica às 16h38
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