texto


26/10/2005


Papai

 

 

Fui tua visão quando pensaste em não ter mais filhos

Fui teu gozo na hora do prazer

Fui teu sêmen que fecundou o óvulo

Fui teu susto quando soube da gravidez

Fui a consciência pesada, quando resolveu prosseguir

Fui tua falta de sono, quando me faltava ar (nas crises de bronquite)

Fui tua noite mal dormida, nas angustias do despertar no seguinte dia para busca nosso sustento

Fui seguidor de sua preferência futebolística

Fui o motivo de vários sorrisos e felicidades

Fui o franzir da testa quando preocupado com minhas bebedeiras

Fui tua esperança

Fui parte do desespero na separação com minha mãe

Fui tua saudade

Fui idiota quando falhei em não te convidar para minha formatura

Fui teu orgulho quando surgia um eletricista

Fui o motivo da educação que tentaste passar com tanta eficiência

Fui tua vontade de viver quando passavas por maus momentos

Sou a divida que tenho com você

Sou a gratidão que tenho pelo nome do regente, seja ele qual for, que me concedeu essa filiação

Sou o fanatismo que tenho por você

Sou a criação do homem que me fez

Sou a resposta sim... quando te perguntarem:

Você recomeçaria tudo novamente?

Escrito por musica às 01h37
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22/10/2005


 

Quero escrever!

 

 

Quero inventar estórias, quero confirmar contos, quero forçar a ilusão.

Quero lembrar, reflexionar, quero mais!

Quero descrever situações, relatar emoções, quero mostrar-lhes o que é o amor.

Quero dizer o que sei, quero fazer o que sei, ou o que penso que sei, ou que digo que sei.

Quero esboçar minha fúria, quero poetizar a musica, quero vos dar conselhos.

Quero desembaraçar problemas, quero gerar polemica, quero introduzir a paz.

Quero dar ouvidos aos olhos, para que pela boca recite palavras.

Quero escrever para ti, quero escrever para mim, quero escrever... quero escrever!

Quero procurar palavras para construir um texto mais original.

Quero gritar nas folhas alvas, quero escrever.

Quero ser artista, ator, musico, escritor, quero escrever, e quero que leiam.

Tenho vontade, que tenham vontade de saber, que caso tenho eu com a caneta.

Quero escrever nem sei mas o que, mas quero ainda borrar a mão esquerda de tinta azul.

Querer escrever talvez seja a maneira mais simples de expressão do artista tímido.

Sim sou um artista, talvez ruim talvez não, mas sou um convicto de alma.

Quero escrever do prego o quanto sofre com as marteladas.

Quero redigir textos onde encontre erros para me desanimar!

Quero dizer do Santos, quero mostrar minha Santos, quero descrever o Brasil.

Quero encontrar a vida, e ela cheira a arte,e a arte é o extravasor  do amor...

Por isso quero escrever!   

 

Escrito por musica às 03h06
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O diálogo

 

 

Eu quero tudo de novo, eu quero o novo

Será que é possível meu Deus?

Será que posso acreditar em ti, como varias formas, como varias obras?

Natureza perfeita, tudo com sua finalidade

Será meu deus que posso me libertar?

Me transformaria na intensidade que Taiguara teve em amar?

Será que mudaria minha vida?

Quero ser musicas de melodia dissonantes

Será meu senhor que é pecado, vez em quando gostar de me sentir triste?pois assim sou intenso, sou vida, sou eu

Eu sei... o senhor é a sabedoria!então me explica por que não sou a lucidez amalucada de Raul, ou uma canção de queen

Vai dizer que tenho que contentar-me com o que tenho..?tenho saúde, família ,comida... mas, foi o senhor que permitiu que eu pensasse desta maneira

Não sou mal agradecido, mas acontece, se fosse a inteligência de Chico Buarque, seria também autor de suas sensatas poesias

Meu Deus... estão todos,  se informatizando, se auto controlando, se robotizando, destruindo tudo que nos deu...mas eu meu senhor, só quero ser humano, e amar intensamente a vida

O timbre da voz de Janes joplin ou Rod stewart então?

Eu disse a professora monica que precisava mudar,ela disse que eu tinha a cara da arte. Será meu Deus?

Gostaria de ser arte...arte da verdade,de verdade como fazia Cazuza

Meu senhor é incrível, estou amando esta conversa.

Tai! Gostaria de me materializar nesta conversa...que você acha?

Posso chamar-te de você?

Oh! Senhor olho vivo deve estar bronqueado comigo...

Mas é que tenho que mudar, vou mudar

Escrito por musica às 03h02
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Fim do poço, ou poço sem fundo?

 

 

Vomitar pensamentos para que todos me notem, mas em palavras não tenho coragem de expressar meus sentimentos ao mundo.

 Com a certeza que poderia ter mudado as coisas de ontem e com duvida do que será amanha, parece que esta tudo longe. E agora é longe, e é alto, e é alto, e é alto.

Não vôo!!! Meu DEUS, cadê meu chão?

Será que é o fim, fim de meu caminho?

Amigos me cerquem para a solução!

Não sei o que faço se choro, se rezo

E com tantos amigos me sinto sozinho

Quero beber nos porres da vida

Quero morrer, fugir da vida

Quero mudar de vida

Quero na vida, mudar minha vida

Como pode um aglutinado de carne nos ossos chegar a esse ponto?

Não sei o que quero

Não sei se espero ou se faço

Não sei o que faço

Pois quero e ainda espero

Não sei se espero, pois faço e não quero

O nada hoje preenche o vazio de minhas estruturas

E isso é tudo, é tudo que sou e não quero

É tudo que tenho a perder.

Fim do poço, ou poço sem fundo?

 

Escrito por musica às 02h58
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20/10/2005


como se fosse a primavera<Chico Buarque>

1>De que calada maneira você chega assim sorrindo?

Como se fosse a primavera e eu morrendo

E de que modo sutil me derramou na camisa todas as flores de abril?

 

2>Ele disse que eu era riso sempre e nunca pranto,

Como se fosse a primavera...

Não sou tanto!!!

Um tanto que espiritual você me dar uma rosa

Do seu rosal principal

 

1>De que calada maneira você chega assim sorrindo?

Como se fosse a primavera e eu morrendo

 

Escrito por musica às 00h45
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Vou me perder, me afogar no teu amor

Vou desfrutar, me lambuzar neste calor

Te agarrar, para descontar minha paixão

Aproveitar o gosto desta animação

 

Escrito por musica às 00h37
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17/10/2005


Mundo dos negócios  <Zeca baleiro>

 

Baby vem viver comigo, no mundo dos negócios.

Traz o teu negócio, junto ao meu negócio

Vamos viver do comercio barato de poemas de amor

Baby o que mais importa?

A poesia esta morta e juro que não fui eu

Tudo a minha volta soa reclames, desejos vãos e sós

 

Baby, vamos ao cinema, a vida é cinema!

Já vi este filme sempre o mesmo filme

Canções de amor se parecem porque não existe outro amor

Baby o que mais importa?

A poesia esta morta e juro que não fui eu

Tudo a minha volta soa reclames, desejos vãos e sós

 

Sonhamos tanto que o mundo não nos reconhece mais

As aves, os postes o muro, não nos reconhece mais

Deus não nos reconhece mais!!!

 

 

Escrito por musica às 20h24
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11/10/2005


novamente melancolia...

busco

 

Por que me deixaste nobre rainha?

Onde foi viver sábio mentor?

Por que temer, ó cão fiel?

Onde procurar o redentor?

 

Entenda tu! Sábia menina

A causa de me esconder em teu amor

Camuflo ainda ,teu nome réu

É que alimento e mato agora a possibilidade de trágica flor

 

Pai sustento teus conselhos de forma integra

Apesar da lacuna em moldurada pela falta do senhor

E da angustia emergente, que me assola a cuspe e fel

Tuas sugestões me servem em vida... mas e agora meu pavor?

 

Guardada a espada em tua bainha?

A sorte minha, é teu fervor

Que a força surge inevitável

Me encoraje! Forte seixas confio em ti meu guardador!

 

Clamar a cristo, minha mente em rinha

Mas é por forte meu desamor

Antes sugestionado, agora comburente inflamável

Por medo ao medo do anjo de guarda, que me soltara a sonhador

 

 

 

 

 

 

Escrito por musica às 00h36
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05/10/2005


tentativa

 

Estou tentando ser hilário, mudar o meu conteúdo

Pensei em ser humorado, rever o meu discurso

Devo confessar a dificuldade, que em minha idade

Apesar de nem tão pouco avançada, vícios em crosta é uma muralha

 

Traçado o rumo, e mirando o alvo:

 descobri que eu posso fazer força

Mentalizar, parar no ato,

De mente vazia escutando a louça

 

Posso mexer, pular fazer o diabo

Posso ceder à contra gosto fazer sentado

Balançar, enxugar, deixar molhado

 

Mais certo que um empate

Da guinço com a vivarina

Mais certo que a sabida teoria

De levitação de elementos em fusão

Um pão de pobre passado margarina

Soldado á costas de um gato, virada a manteiga para cima

É saber a seguinte verdade

Que independente de minha vontade

Que qualquer esforço contra a “fuzeca”

A ultima gota sempre é da cueca

 

 

Escrito por musica às 01h04
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