texto


31/01/2007


Mapeando teu cérebro

 

Um sonho é o que tenho...

Um sonho te entender...

Perto do fogo como faziam os hippies

Já tentei me entender...

Já tentei consumi-la...

Virou um sonho

Como posso dormir na vida,

Sonhar acordado?

 

 

Só tenho dicas

Vasculho teu medo

Nada encontro...

Ao menos não me decepciono

Por tanto continuo sonhando

não te conheço, nem fui convidado

Teu cheiro, teu gosto, teu gostar...

Meu gosto...

Meu desgosto...

-exorcizar fantasma!!!

Meu medo...

Não te conhecer

Meu mundo teu mundo

Nosso mundo teu inverso

Não sei que desaprovar em ti

Não sei pq me desesperar por ti

-Fantasma!

-exorcizar fantasma (lembro do michel)

nada mais de filosofia...

nem lembranças de minha anarquia

sem suporte politicos minha poesia

contaminado p/ ti eu diria

querendo tanto te entender

passo a me esquecer,

inrrustir

me trair

tento ser vc...fazer psicologia pra te perceber

pnl... procuro tuas sujestões,

tua receita

p/ pensar como vc

 vc segredo...

tua pluralidade

tua vastidão... e simplicidade

complexidade de tua segurança

tua determinação

meu encontro, teu cobaia

os teus testes

eu...

eu inerte, tu com asas

eu sem ar, vc no ar

vc tranqüila eu sem palavras

eu o plagio vc protótipo

eu sem rumo vc rainha

eu declarado, vc enigma

vc tão forte, eu tão fingido

eu pecaminoso, vc descente

vc...

eu

mapeando teu cérebro

como agora, em outra hora, nas varias vidas... como o futuro...

eu... vc? 

 Eu + vc

 

Escrito por musica às 01h44
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30/01/2007


      ... pés no chão cabeça nas nuvens... (lindo singular c/ plural)

                     estática, porem livre p/ encontrar sua própria  forma

                    usa peruca mas tem dias que está careca... (sempre mudando...)

                   flores e frutos vem de graça, mas tbm suporta abelhas

                  forte como ferro mas tbm chora em lenha

               moram os pássaros abriga o ninho, e proporciona o tombo

              voe na linda praça, vire tora nade no rio

             dure sempre, se eternize, na memória como escalada de um menino

            como compositora de uma floresta, como descanso do cangaceiro,

           como morada do tico e teco, como minério do explorador

          ou como testemunha da história, assassinada com a motor     

         serra por crescer demais  

 

 

assim sou eu um pouco arvore, que preciso ser forte e flexível que tenho graça e medo, que dou carinho e cobro caro, que pode ser lindo e perigoso simultaneamente, que gera calor mas morre rápido que nasceu p/ ser eterno mas sempre será derrubado... assim me vejo, assim entendo meu reflexo, assim preciso ser...  assim...  começa com ar... p/ alimentar os pulmões que sofrem de bronquite 

agora deixo p/ quem fala de verdade, quem sabe com propriedade dizer da tal 

As árvores

 

Arnaldo Antunes / Jorge Ben Jor - 1998

 

As árvores são fáceis de achar
Ficam plantadas no chão
Mamam do sol pelas folhas
E pela terra
Também bebem água
Cantam no vento
E recebem a chuva de galhos abertos
Há as que dão frutas
E as que dão frutos
As de copa larga
E as que habitam esquilos
As que chovem depois da chuva
As cabeludas
As mais jovens mudas
As árvores ficam paradas
Uma a uma enfileiradas
Na alameda
Crescem pra cima como as pessoas
Mas nunca se deitam
O céu aceitam
Crescem como as pessoas
Mas não são soltas nos passos
São maiores, mas
Ocupam menos espaço
Árvore da vida
Árvore querida
Perdão pelo coração
Que eu desenhei em você
Com o nome do meu amor.

 

 

Escrito por musica às 01h04
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21/01/2007


Hoje realmente fiquei preocupado... lítio alguém sugeriu anteriormente...

Hoje me arrependo de não ter dado ouvidos a sugestão latente...

Hoje foi reposta a estupidez posta diante de uma proposta de brincadeira

Hoje foi a bosta que ninguém gosta espalhada em uma poça varias besteiras...

 

Cansei! devo ser mesmo doido...

Devo ser mesmo instável...

 

Na minha mente é tudo simples eu parti p/ brincadeira com ele

Mas não é brincadeira brincar c/ quem ta quieto,ou melhor c/ quem esta inquieto

E de repente o ambiente se tornou um inferno, não mais me controlei... disse: vai se foder!!!

Tão normal como dizer até logo... logo percebi o clima... a outra de lá deu toma lá dá ca... e outro vai se foder soou da minha boca...

Deve ter faltado lítio!

Pois é assim no mundo, surtar é coisa química

Ta certo eu não devia entrar na onda dele... devia dar a outra face ( não quero ser santo? Pois então)

Fugi como de praxe e agora fico a choramingar neste blog medíocre

Provavelmente agora falta lítio e serotonina

Com certeza falta vergonha na cara...

Não sei o que rola devo ser louco ou tenho problemas sérios químicos dentro de mim

Eu devo aceitar tudo e ficar calado

Devo me soltar qndo solicitado

Devo sorrir na hora do mundo sorrir

Chorar no momento exato

Não devo ser chato

Não devo estar amargo

Não devo perceber o redor

Mas se perceber não devo responde-lo

Responder ainda tem perdão, porém nada de gesto obceno

 

Escrito por musica às 21h56
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13/01/2007


eu respirava petrobras em todo o processo seletivo até que...

 

Vejam só a hipocrisia:

Tiram meu sangue, botaram a prova... mediram eletricamente meu coração... verificações elétricas tbm no meu cérebro... testaram meu fôlego... compararam c/ a média mundial, minha audição, e sem nenhuma diferença, o mesmo  fizeram c/ minha visão... calcularam minha psique... submetendo-me a um  exame psicotécnico e a um doutor um psiquiatra... comprovaram minha escolaridade, minha especialidade e minha experiência ... deram-me prazos para dar baixa na sabesp (curtíssimo prazo)... a NASA não exigira tanto, ou pelo menos não com a mesma rigorosidade, a mesma pressão...

 

...No final APROVADO; APTO: PROCEDENTE: DENTRO DO PADRÃO...

 

eu posso...

eu posso?

Posso o que?

 

BABOSEIRAS!!!

Agora pertenço a multinacional, melhor dizendo transnacional, migrei do Estado para a União federativa...

Que bom!

Qual o bom?

Não me mediram, mesmo na prova do concurso não me testaram... me ensinaram a estar no padrão... seguir na massa, plastificaram-me...

Eu devia estar contente
Porque eu tenho um emprego
Sou o dito cidadão respeitável
E ganho quatro mil cruzeiros por mês”

 

será que vou me sentar no trono de meu apartamento, e esperar a morte chegar?

Eu não sou de plástico!!!

“SOU CARNE,

SOU OSSO,

SOU GENTE”

  

 

Escrito por musica às 17h06
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04/01/2007


esse blog não é mais meu... ele é de quem me convence... ele quem tem o que dizer... ele é de quem sabe o que dizer... tornou-se propaganda do que é bom... "então aceite o que é bom,receba o que é bom" quando carla desenha e vivian de underthow escreve...

Vômito

Perigo. Uma mudança de obsessões tão rápida que me faz concluir que preciso, de fato, sofrer e ainda deixar o coração acusar alguém, cuja imagem elevo a um patamar utópico capaz de decidir meus dias pelo sorriso ou pelas lágrimas - estas, de certo, mais freqüentes, uma vez que esse sentimento onipotente de mim não pode ser correspondido por um simples e único motivo: não é. Não ser retira todas as possibilidades de o sonho mudar de plano, sendo ele sonho, por natureza - ao mesmo tempo há uma mistura de esperança com conformismo: aconchego-me a gostar e chego a gostar de gostar, ainda que saiba ser sonho e sempre sonho, e com isso eu acho que talvez haja a possibilidade de eventualmente eu poder conseguir lidar, após toda essa enrolação insegura de palavras; mas digo isso por me julgar já sabida em manter o sonho no plano do sonho querendo e não podendo mudá-lo por simplesmente ser (sonho) por natureza. Tão natural como perigoso, tão instintivo quanto ficar próxima ao perigo de propósito, sendo eu tão paradoxalmente frágil - de uma fragilidade felizmente estática, pois, se dinamizada, o perigo chega tão perto que me absorve, ou por mim é absorvido, ou nos absorvemos mutuamente e nos fundimos numa coisa só que me torna a agressora e a agredida, a vítima da própria culpa - mas, sendo eu estaticamente frágil, pareço gostar do perigo e querer chegar ao instante da quase-absorção-mútua, ao limite entre a gota que se segura, e a que se desprende. (Respiro). Abro meu peito, entrego-lhe o coração, mas Lhe não o quer e o coração pulou para o chão num ato suicida inconseqüente e até involuntário já que caiu porque bateu forte demais sem algum abraço que o segurasse forte, apertasse forte, não a ponto de sufocar pois ainda respiro, mas carinhosamente forte do jeito que só aquele cujos braços poderiam me segurar me segurariam, se o quisessem, se o sonho não fosse por natureza sonho. No entanto, essa imagem do meu coração pulando independentemente vivo me parece nojenta - e eu nem a enxergo com os olhos para acusá-la de minha náusea diária ou justificar meu desconforto de ter uma esperança mínima que seja e dó da minha própria solidão de um ele só.
Poucas horas de sua ausência e há ainda um mês de coma.
"Fica tranqüila."

Escrito por musica às 23h24
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