Saudade de deitar no teu colo, saudade do barulho de tua barriga pai! Saudade da tua fala mansinha, saudade de nossas conversas... tenho escutado muito mais “CHORO” e embalado nos violões 7 cordas resgato nossos momentos. Eu me tornei isso! Omisso às minhas verdades, me sustentando na esperança do dia seguinte. Quase nada de minha vida planejei ou controlei, apenas sucessivamente ocorreram os fatos e transcorreu tudo mais ou menos bem... Ao menos sai ileso de minhas nóias, sobrevivi de meus porres e aceitei o convivo com minha eterna depressão. Aquela palavra que só você teria em resposta a aqui registrada lamuria, busco na parte viva de ti, teus ensinamentos perduram nosso relacionamento, te fazem vivinho da silva. Pois é, mas ainda sim eu terei de trilhar meu caminho, chorar por minhas erronias escolhas, prosseguindo nas minhas absurdas farsas, duelando com minhas inconformidades. Pai meu medo é eu me confundir entre o real e o fictício Wlado, não mais me reconhecer, aceitar o inexistir do que não busquei. O desespero é tão grande que cheguei a ter inveja dos não órfãos, me esquecendo que o amor nosso vence qualquer barreira inclusive da morte.
To cansado!
Rezo por ti! Desculpa o desabafo, mas ninguém aqui tem ouvidos como tinhas...
Hoje
Taiguara
Composição: Taiguara
Trago em meu corpo as marcas do meu tempo
Meu desespero a vida num momento
A fossa, a fome, a flor, o fim do mundo
Hoje
Trago no olhar imagens distorcidas
Pois viagens, mãos desconhecidas
Trazem a lua, a rua às minhas mãos
Mas hoje,
As minhas mãos enfraquecidas e vazias
Procuram nuas pelas luas, pelas ruas
Na solidão das noites frias por você
Hoje
Homens sem medo aportam no futuro
Eu tenho medo acordo e te procuro
Meu quarto escuro é inerte como a morte
Hoje
Homens de aço esperam da ciência
Eu desespero e abraço a tua ausência
Que é o que me resta, vivo em minha sorte
Ah, sorte
Eu não queria a juventude assim perdida
Eu não queria andar morrendo pela vida
Eu não queria amar assim
Como eu te amei





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